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Terapia Ocupacional
é uma ciência da saúde e profissão de nível superior. Pertencente ao
campo da reabilitação, e assim trabalhando conjuntamente com a
fisioterapia e a fonoaudiologia, ela procura fornecer ao seu paciente o
máximo de qualidade de vida possível executando de maneira clara e
totalitária o novo conceito de saúde da ONU.
A Terapia Ocupacional, enquanto um dos
ramos mais recentes das Ciências da Saúde, pode ser aplicada como:
a. Intervenção terapêutica-ocupacional em ambientes neo-natais;
b. Intervenção terapêutica-ocupacional em Unidades de Terapia Intensiva;
c. Intervenção ou extensão das medidas de reabilitação;
d. Extensão ou intervenção em processos de ressocialização;
e. Extensão em processos de reabilitação psicológicos;
f. Extensão em processos de reabilitação psiquiátricos;
g. Intervenção, extensão e análise em projetos ergonômicos voltados à
intervenção terapêutica-ocupacional;
h. Análise, adaptação e intervenção em ambientes laborais para incluir
na atividade produtiva pessoas com graus e aptidões diferenciados à
prática de determinada profissão;
i. Análise, intervenção e extensão em processos sociais voltados ao
bem-estar e ao lazer de pessoas que possuem graus distintos de
disfunções ocupacionais.
Utilizando de atividades diversas para
restaurar a capacidade dos indivíduos em realizar também atividades, os
terapeutas ocupacionais têm como principal recurso terapêutico a
atividade (ou ocupação) humana. Os terapeutas ocupacionais, ou TOs como
denominados por uns, enxergam o homem como um ser ocupacional, um ator
no mundo mudando e sendo mudado por ele, alguém que se realiza por
aquilo que constrói.
No cotidiano do homem, atividades são
realizadas o tempo inteiro desde o momento em que se nasce até sua
morte em um ciclo denominado vida. Essas ações (denominadas Atividades
da vida diária) podem ser grandiosas como construir um prédio, ou
simples como conseguir vestir as próprias roupas, preparar o café da
manhã, tomar banho, escovar os dentes, etc. Mas todas essas ações
possuem um ponto em comum que as tornam fundamentais, elas são
significativas. Possuem traços individuais que são únicos a cada
indivíduo. Assim, o terapeuta ocupacional reabilita através de
atividades as também atividades de trabalho, lazer e auto cuidado.
O Terapeuta Ocupacional pode atuar
através da prevenção, habilitação ou da reabilitação. Por exemplo, uma
pessoa com uma condição neurológica incapacitante como Alzheimer, ELA,
ou Parkinson que pode vir a perder a capacidade de escovar seus dentes
sozinho, o terapeuta ocupacional irá trabalhar com ele PREVENTIVAMENTE
para que a sua força de preensão, alcance, coordenação seja preservada
ao máximo, isso pode ser realizado através de atividades que simulem os
mesmos movimentos utilizados para tal ato. Outra situação pode ser uma
criança que sofrera paralisia cerebral ao nascer, o terapeuta
ocupacional poderá estimular suas habilidades para desempenhar papéis
ocupacionais próprios para sua idade como brincar, ir a escola, etc.,
aqui o TO estará HABILITANDO a criança para uma vida ocupacional
saudável. A REABILITAÇÃO pode ser efetuada quando a pessoa já perdeu
uma capacidade (por exemplo um quando sofre um AVC) ou quando ela a
executa de maneira pouco satisfatória (criança com um pobre repertório
de brincar, pessoa portadora de sofrimento mental com pouca ou nenhuma
interação social).
Todas as pessoas que possuem uma
Disfunção ocupacional em suas Atividades da vida diária são elegíveis
de obter ganhos através da terapia ocupacional. Sendo que a Disfunção
ocupacional ocorre quando não se consegue realizar de maneira
satisfatória as atividades de trabalho, lazer e auto-cuidado. Desta
forma, pessoas com disfunções neurológicas (parkinson, ELA, Alzheimer,
etc.), com condições incapacitantes ou degenerativas (câncer, artrose,
artrite reumatóide, fibromialgia, etc), com disfunções motoras
(traumatismos do membro superior, coluna, etc.), com disfunções
relacionadas ao trabalho (dort, estresse, baixo rendimento, etc.), com
condições pediátricas incapacitantes (hiperatividade, distúrbios do
brincar, distúrbios de aprendizagem, síndromes diversas, distúrbios de
coordenação, etc.), com transtornos mentais (psicose, depressão,
transtornos obsessivos compulsivos, neuroses, e outros transtornos
mentais) são o público alvo do terapeuta ocupacional.
Os terapeutas ocupacionais atuam em uma
variedade de lugares como clínicas e centros de reabilitação, hospitais
gerais (em ambulatórios, enfermarias ou em unidades e centros de
terapia intensiva), maternidades, creches, escolas especiais, escolas
regulares, asilos, postos e centros de saúde, centros de saúde mental,
organizações e projetos sociais oficiais ou não governamentais,
empresas, instituições de ensino superior.
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