| CMDC | Aterosclerose |
Aterosclerose é uma doença inflamatória crónica na qual ocorre a
formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são
placas, compostas especialmente por lípidos e tecido fibroso, que se
formam na parede dos vasos. Levam progressivamente à diminuição do
diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. A
aterosclerose em geral é fatal quando afecta as artérias do coração ou
do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.
Processo de surgimento da doença (etiopatogenia)
A formação do ateroma é complexa. Lipoproteínas de baixa densidade
(LDL) penetram na parede do vaso, atravessando o endotélio, chegando à
camada íntima da parede. Neste local são fagocitados. A ateriosclerose
agride essencialmente a camada íntima da artéria. A lesão (AE) típica
das formas avançadas da doença é a placa fibrosa- formação
esbranquiçada que protunde na luz do vaso.
Ela é
coberta por uma capa fibrosa que consiste em várias camadas de células
achatadas embebidas numa matriz extracelular de tecido conjuntivo
denso, ao lado de lamínulas de material amorfo, proteoglicanos, fibras
colágenas e células musculares lisas.
No interior
da placa, abaixo da capa fibrosa, há um acúmulo das células espumosas,
íntegras ou rotas, e de tecido conjuntivo.
As
células espumosas são derivadas dos macrófagos (macrócitos e linfócitos
sanguíneos, e células musculares lisas da parede arterial) que contêm
gotículas de gordura, principalmente sob a forma de colesterol livre e
esterificado. Este colesterol é derivado do sangue e não produzido no
local.
No centro da placa fibrosa há uma área
de
tecido necrótico, debris, cristais de colesterol extracelular, e de
cálcio.
Com evolução do processo ateromatoso
ocorrem diversos eventos:
Existem outras hipóteses explicando a etiologia e patogênese da aterosclerose, baseadas no conceito da resposta à injúria. Uma delas é a teoria da acidez na aterosclerose, desenvolvida em 2006.
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