Artigo: Status Ocupacional e Hipertensão Arterial (HAS)
Título: Status
Ocupacional e Hipertensão Arterial.
Autores: Figueiredo
E. MD; Fraga H.C.G. MD; Alves M.L.V.; Borgonhi E.C..
Instituição: UFRGS.
Objetivo:
Verificação dos níveis de pressão arterial em servidores que procuraram
o serviço de perícia médica da UFRGS entre abril de 1997 até abril
de 1998.
Design e Métodos:
Todos os servidores tiveram seus níveis de PA verificados, mesmo que
suas queixas não se relacionassem com o aparelho cardiovascular. O
atendimento incluiu servidores do nível de apoio, médio e superior.
Foram avaliados 14% do universo de servidores da UFRGS (5063
servidores).
Resultados:
Nossos resultados mostraram a ocorrência de HAS>130/90mmHg
seguindo uma linha inversamente proporcional ao nível sócio-econômico.
Pacientes hipertensos foram em sua maioria os do nível de apoio
(43,7%), nível médio (34,5%) e superior (21,8%).
Conclusões:
A HAS na população brasileira é de 10% a 20% segundo estudos
epidemiológicos, com variações importantes conforme as regiões do país.
A contribuição da ocupação profissional com fator para o
desenvolvimento da HAS estaria dentro de fatores estressores e
psico-sociais. Segundo alguns estudos a incidência de HAS em
presidiários chega a 26% e entre oficiais da marinha em torno de 6,7%.
Nossos dados ultrapassam as médias nacionais de HAS, possivelmente por
incluir uma amostra que procurou serviço de perícia médica por
apresentar-se doente de alguma maneira, a HAS ocorrendo como uma
comorbidade ou desencadeando o problema principal. Ficou estabelecido
uma correlação negativa entre status ocupacional e pressão arterial. Os
fatores sócio-econômicos,
estilo de vida, dietéticos e raciais tiveram importância na
determinação destas diferenças.
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