Depressão - Depressão Nervosa
Não tome decisões em relação a
sua saúde tendo como base estes textos.
Consultar um profissional
da saúde antes de qualquer ação/decisão é essencial.
O estado
depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou
melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma
condição duradoura de origem neurológica
acompanhada de vários sintomas específicos.
Estima-se que cerca
de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da
vida, sofreu de depressão. A depressão é mais
comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. A ocorrência em
mulheres é o dobro da ocorrência em homens.
As causas da depressão
são inúmeras e controversas. Acredita-se que a
genética, alimentação, stress, drogas e outros
fatores estão relacionados com o surgimento da doença.
História
Hipócrates
criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleugma ou
pituíta, bílis amarela e bílis negra) em que a
equilíbrio ou desequilíbrio era responsável pela
saúde (eucrasia) ou enfermidade e dor (discrasia) de um
indivíduo. Hipócrates acreditava que influência de
Saturno levava o baço a secretar mais bílis negra,
alterando o humor do indivíduo escurecendo seu humor, levando ao
estado de melancolia. A palavra melancolia vem de melancolis
(melanos=negro e colis=bíle).
Galeno redescreveu a
melancolia. Aureliano falou da agressividade associada à
depressão e associou o suicídio à depressão.
Sintomas
Cerca de 16%
da população mundial já teve depressão
nervosa pelo menos uma vez na vida. Em alguns países como a
Austrália, uma em cada quatro mulheres já sofreram de
depressão e cerca de um em cada oito homens já sofreram
do mal. O início dos estudos sobre a depressão
começou na década de 20. Foi reportado que as mulheres
têm duas vezes mais chances de sofrer de depressão do que
os homens, mas em contrapartida essa diferença tem
diminuído durante os últimos anos. Esta diferença
desaparece completamente entre os 50 e 55 anos. A depressão
nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na
América do Norte e em outros países da Europa.
Segundo a OMS, em
2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa
de mortes mundiais por doença, após doenças
coronárias.
Os sintomas,
geralmente associados ao quadro depressivo, incluem fadiga ou dores no
corpo, insônia, mudanças no apetite, dificuldade de
concentração, irritabilidade, medos irracionais e
sentimentos de baixa auto-estima, culpa ou fracasso. Alguns sintomas de
depressão:
Ansiedade
- Cansaço
e perda de energia;
- Sentimento de
tristeza persistente;
- Diminuição do
interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas;
- Problemas de
auto-confiança e auto-estima;
- Dificuldade de
concentração e de tomar decisões;
- Sentimentos de
culpa, desesperança, desamparo, solidão, ansiedade ou inutilidade;
- Alterações no sono;
Dificuldades em adormecer, acordar muito mais cedo do que o habitual,
dormir em excesso ou pesadelos;
- Isolamento: evitar
outras pessoas. até mesmo amigos íntimos ou familiares;
- Perda de apetite com
diminuição do peso ou compulsão alimentar;
- Perda do desejo
sexual;
- Pensamentos de
suicídio e morte;
- Inquietação e
irritabilidade;
- Auto-agressão;
- Mudanças na
percepção do tempo;
- Acessos de choro;
- Desatenção à própria
higiene;
- Possíveis mudanças
comportamentais como agressão ou irritabilidade;
- Medo ou sensação de
ser ou estar sendo abandonado;
- Algumas pessoas
apresentam apenas alguns dos sintomas, outros apresentam inúmeros
sintomas, com intensidade variada.
Pessoas deprimidas
têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de
suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a
média da população em geral. A depressão
é considerada em várias partes do mundo como uma das
doenças com mais alta taxa de mortalidade.
Tipos
de depressão
A
depressão é muitas vezes classificada como distimia
quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo
(pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas
ocorrências graves da depressão os sintomas atingem
proporções incontroláveis, impossibilitando as
atividades normais do indivíduo e obrigando a
internação devido ao alto risco de suicídio.
Do
ponto de vista didático, a depressão clínica pode ser dividida em 6
tipos principais.
Depressão
maior
Os pacientes
com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas
listados a seguir, por um período não inferior a duas
semanas:
- Desânimo na maioria
dos
dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças
há um predomínio da irritabilidade);
- Falta de prazer nas
atividades diárias;
- Perda do apetite
e/ou diminuição do peso;
- Distúrbios do sono —
desde insónia até sono excessivo — durante quase todo o dia;
- Sensação de agitação
ou languidez intensa;
- Fadiga constante;
- Sentimento de culpa
constante;
- Dificuldade de
concentração;
- Idéias recorrentes
de suicídio ou morte;
- Além dos critérios
acima, devem ser observados outros pontos importantes: os sintomas
citados anteriormente não devem estar associados a
episódios maníacos (como no transtorno bipolar); devem
comprometer actividades importantes (como o trabalho ou os
relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas,
álcool ou qualquer outra substância; e devem ser
diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os
episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.
Os sintomas da
depressão nas crianças podem ser diferentes das dos
adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir
com suas atividades favoritas, irritabilidade acentuada, queixas
frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas
abdominais, mau desempenho escolar, desânimo,
concentração ruim ou alterações nos
padrões de sono e de alimentação.
Depressão
crónica (distimia)
A
depressão crônica leve, ou distimia, caracteriza-se por
vários sintomas também presentes na depressão
maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo
— pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma
"leve tristeza" que se estende na maioria das atividades. Em geral,
não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual,
mania, agitação ou comportamento sedentário. Os
distímicos cometem suicídio na mesma
proporção dos deprimidos graves. Talvez devido à
duração dos sintomas, os pacientes com depressão
crônica não apresentam grandes alterações no
humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais
desanimados e desesperançosos, e serem mais pessimistas. Os
pacientes crônicos podem sofrer episódios de
depressão maior (estes casos são conhecidos como
depressão dupla).
Depressão
atípica
As pessoas com
esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito
enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.
Depressão
pós-parto
Em alguma
situações pós-parto surge depressão que
é chamada de "depressão pós-parto".
Este tipo de
depressão pode dever-se a perturbações e
alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o
corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o
nascimento de um bebê. Por vezes surgem desconfortos e
sensações de dores de costas que podem agravar o estado
emocional e hormonal da recente mãe. Estas queixas por vezes
agravam o estado emocional e precisam ser verificadas.
Os partos naturais e
as alterações que a bacia sofre para o nascimento do
bebê podem criar alterações quer a nível da
bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado
emocional da mulher. Estas alterações podem estar na
origem de depressões de causas fisicas.
Distúrbio
afetivo sazonal (DAS)
Este
distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de
depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer
na primavera ou no verão, quando então tendem a
apresentar uma fase maníaca. Outros sintomas incluem fadiga,
tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma
minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.
Tensão
pré-menstrual (TPM)
Há
depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da
menstruação. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade
fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de
pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico depressão
maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas
cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando
logo após a passagem da menstruação.
Pesar
O pesar
não é um tipo de depressão, mas ambas possuem
muito em comum. Na verdade, pode ser difícil
diferenciá-los. O pesar, contudo, é considerado uma
resposta emocional saudável e importante quando se lida com
perdas. Normalmente é limitado. Nas pessoas sem outros
distúrbios emocionais, o sentimento de aflição
dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma
sucessão de emoções que incluem choque e
negação, solidão, desespero,
alienação social e raiva. O período de
recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse
tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode
afetar a saúde da pessoa ou predispô-la ao desenvolvimento
de uma depressão propriamente dita.
Causas
da depressão
Sabe-se hoje
que a depressão é associada a um desnível de
certas substâncias químicas no cérebro e os
principais medicamentos antidepressivos têm por
função principal agir no restabelecimento dos
níveis normais destas substâncias, principalmente a
serotonina.
Fatores
Psico-sociais
As pessoas que
já experimentaram períodos de depressão relatam um
acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A
perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas
todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar.
Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um
ente querido, ou mesmo eventos naturais como enchentes, podem causar
uma depressão imediata, sendo necessário um longo
período de recuperação. A maioria das pessoas
supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. Alguns fatores
genéticos ou biológicos podem explicar a maior
vulnerabilidade de certas pessoas. A existência ou a
ausência de uma forte malha social ou familiar também
influenciam – positiva ou negativamente – na
recuperação.
Fatores
Biológicos
Alterações nos níveis de
neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina,
epinefrina e norepinefrina) relacionam-se à susceptibilidade
para depressão. Alguns hormônios também podem ter
um papel importante – ainda que isto não esteja muito
claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro
(particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo
controle das emoções e produção de
serotonina são responsáveis por distúrbios
depressivos importantes.
Causas
Fisicas
Em algumas
depressões podem ser encontradas causas fisicas para a sua
existência. Há muito que se sabe que muitos dos nossos
traumatismos e acidentes fisicos ficam registados no nosso corpo em
conjunto com as emoções que sofremos na altura do
acidente traumatismo.
Isto cria
situações somato emocionais que muitas das vezes
perpetuam as dores ou alteram a pessoa por completo em termos
emocionais. São bem conhecidos os resultados de diversas
terapias dirigidas ao físico que fazem libertação
somato emocional e alteram por completo o estado emocional da pessoa.
Em algumas
situações problemas físicos podem criar um
desgaste e uma tensão demasiado grande sobre o corpo e sobre o
sistema nervoso que desencadeiam ou agravam o estado depressivo. Nestas
situações devem-se corrigir os diversos problemas
físicos. Infelizmente muitas das vezes não existem
quaisquer sintomas da sua existência pelo que estes costumam
passar completamente despercebidos.
Outras possíveis causas de depressão:
Medicamentos como betabloqueadores, corticosteróides,
anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem
causar depressão, bem como a retirada de qualquer
medicação utilizada a longo prazo.
Tratamento
A cultura
popular associa depressão como um estado de humor da pessoa e
que ela pode se curar sozinha. Isso faz com que as pessoas não
encarem a depressão como uma doença e não procurem
ajuda médica.A maioria das pessoas que possuem um quadro
clínico depressivo não conhece ou não procura
ajuda médica especializada apesar da grande possibilidade de
tratamento efetivo. O tratamento geralmente envolve uma
medicação antidepressiva receitada por pelo menos alguns
meses e algumas vezes acompanhada de psicoterapia. A
Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva
(EMTr) ou em inglês Repetitive transcranial magnetic stimulation
(rTMS) pode ser uma alternativa para os pacientes resistentes aos
medicamentos. Sabe-se também que praticar exercícios
regularmente e participar de atividades desportivas e sociais pode
ajudar o paciente a superar os sintomas da depressão.
São exemplos de tratamentos comuns para a depressão:
- Medicação
- Estimulacao
Magnetica Transcraniana
- Terapia
- Suplementos
alimentares
- Correcção do sistema
craneo sacral
- Actividade Física a
longo-prazo controlada por profissionais da Educação
Física está associada a redução do
nível de depressão ligeira ou moderada.
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