Asma
Não tome decisões em relação a
sua saúde tendo como base estes textos.
Consultar um profissional
da saúde antes de qualquer ação/decisão é essencial.
Asma brônquica
A asma é uma doença inflamatória crônica
caracterizada por obstrução ao fluxo de ar nas vias respiratórias, cuja
causa não está completamente elucidada. Sua fisiopatologia está
relacionada ao edema da mucosa brônquica, a hiperprodução de muco nas
vias aéreas e a contração da musculatura lisa das vias aéreas, com
conseqüente diminuição de seu diâmetro (broncoespasmo) e edema dos
brônquios e bronquíolos. Isto resulta em vários sintomas como:
dispnéia, tosse e sibilos, principalmente à noite. O estreitamento das
vias aéreas é geralmente reversível porém, em pacientes com asma
crônica, a inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo
aéreo. As características patológicas incluem a presença de células
inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, hipertrofia
muscular, rolhas de muco e descamação do epitélio. O diagnóstico é
principalmente clínico e o tratamento consta de medidas educativas,
drogas que melhorem o fluxo aéreo na crise asmática e
antiinflamatórios, principalmente a base de corticóides.
1 Epidemiologia
2 Sinais e sintomas
3 Classificação
4 Diagnóstico
5 Tratamento
5.1 Broncodilatadores
5.2 Antiinflamatórios
5.3 Tratamento Fisioterápico
6 Fatores de Risco e Prognóstico
7 Prevenção
8 Referências
9 Ligações externas
Epidemiologia
A Asma é responsável no Brasil como a
terceira causa de internação dentro do Sistema Único de Saúde. Em 2007
foram registradas 273.205 internações por asma no Brasil, o que
equivale a 2,41% das internações totais, só ficando atrás das
pneumonias e insuficiência cardíaca congestiva....
Sinais e sintomas
Caracteristicamente à doença, os
sintomas aparecem de forma cíclica com períodos de piora. Dentre os
principais sinais e sintomas estão: a tosse que pode ou não estar
acompanhada de alguma expectoração (catarro), a falta de ar com dor ou
ardência no peito além de um chiado(sibilância). Na maioria das vezes
não há expectoração ou se tem é tipo "clara de ovo".
Os sintomas podem aparecer a qualquer
momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.
A asma é a principal causa de tosse
crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica
em adultos.[1]
Classificação
Asma intermitente; Asma persistente
leve; Asma persistente moderada; Asma persistente grave.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito baseado nos sinais
e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo
paciente.
No exame físico, o médico poderá
constatar a sibilância nos pulmões, principalmente nas exacerbações da
doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também
ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora
de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.
Existem exames complementares podem
auxiliar o médico, dentre eles estão: a radiografia do tórax, exames de
sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a
espirometria que identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar.
Teste de bronco provocação com substâncias pró-inflamatórias; ex:
histamina, metacolina.
O asmático também poderá ter em casa um
aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o
curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.
Tratamento
Advertência: A Wikipedia não é
um consultório médico.
Se necessita de ajuda, consulte um
profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm
caráter de aconselhamento.
Para se tratar a asma, a pessoa deve ter
certos cuidado com o ambiente, principalmente na sua casa e no
trabalho, além de usar medicações e manter consultas médicas regulares.
Broncodilatadores
Duas classes de medicamentos têm sido
utilizadas para tratar a asma:
Um inalador típico, broncodilatador.Todo
asmático deverá utilizar um broncodilatador. É um medicamento, como o
próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o
asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse.
Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas - uns apresentam
efeito curto e outros efeito prolongado (que dura até 12h). Os de
efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a
pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de
efeito prolongado costumam ser utilizados continuamente, a cada 12
horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos
beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e
anticolinérgicos, podem ser usados.
Antiinflamatórios
Os corticóides inalatórios são,
atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo
utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos
pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos).
Tais medicamentos são utilizados com o intuito de prevenir as
exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo
livre da doença entre uma crise e outra. Os antiinflamatórios devem ser
utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a
inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os
acontecimentos subseqüentes.
Existem outras possibilidades de
tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em
crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os antileucotrienos.
Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos
de asma ou associado aos corticóides.
Tanto os broncodilatadores quanto os
antiinflamatórios podem ser usados de várias formas:
por nebulização,
nebulímetro ("spray" ou "bombinha"),
inaladores de pó seco (através de turbuhaler, rotahaler, diskhaler ou
cápsulas para inalação) –>são diferentes (e práticos)
dispositivos para inalação;
comprimido;
xarope.
Os médicos dão preferência ao uso das medicações por nebulização,
nebulímetro ou inaladores de pó seco por serem mais eficazes e causarem
menos efeitos indesejáveis.
Tratamento Fisioterápico
Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
O tratamento fisioterápico em pacientes com Asma é divido em dois:
Crianças e Adultos.
Os procedimentos executados contribuem para melhorar a ventilação,
auxiliar no relaxamento da musculatura respiratória, higienizar a via
aérea hipersecretiva, além de prevenir a busca por serviços de
emergência e hospitalizações, melhorar a condição física e aprimorar a
qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Nas crianças, o tratamento são trabalhos de exercícios respiratórios
reexpansivos passivos, através de manobras de desobstrução brônquica,
drenagem postural e inalações, com estímulo de tosse se necessário.
Crianças com boa capacidade colaborativa e coordenação desenvolvida
podem se beneficiar de técnicas de treino de padrão ventilatório.
Em adultos, o tratamento enfatiza os alongamentos globais, exercícios
aeróbicos, exercícios respiratórios reexpansivos, acompanhamento da
evolução do fluxo respiratório e acompanhamento dos exercícios com uso
de oxímetro, se necessário. Em alguns casos é necessário um trabalho de
higiene brônquica, associada à aspiração de secreção brônquica
(catarro), comum em pacientes infectados. Quando a hiperinsuflação
pulmonar está presente, são utilizadas técnicas de desinsuflação
pulmonar visando aumentar o volume de ar corrente.
Em estágios mais avançados do tratamento, é necessário o uso de
incentivadores respiratórios, respiradores mecânicos não-invasivos,
onde o paciente apresenta certa estabilidade do quadro, visando o
condicionamento físico aliado à resistência pulmonar vitais para a
diminuição das crises asmáticas. Exercícios posturais para relaxamento,
mobilidade, alongamento e fortalecimento também são fundamentais para
corrigir deformidades torácicas e posturais, comuns nos casos de doença
avançada e com crises freqüentes.
Fatores de Risco e
Prognóstico
O prognóstico para asmáticos é bom, especialmente para crianças com a
doença . Para os asmáticos diagnosticados durante a infância, 54% não
irão ter mais o diagnóstico após uma década. A extensão do dano
permanente ao pulmão em asmáticos ainda não é clara.
Alguns dos fatores de risco potencial no prognóstico da asma brônquica
são a hiper-reatividade das vias aéreas, alergia atópica, infecções
respiratórias, tabagismo, condições climáticas e o início da doença em
idade precoce. Já como fatores precipitantes e agravantes incluem-se os
alergênios (pêlos de animais, fungos, pólens, insetos, etc), irritantes
(tintas, aerossóis, perfumes, produtos químicos, fumaça de cigarro,
etc), condições climáticas desfavoráveis (poluição, ar frio, etc),
infecções (geralmente as virais), exercícios físicos, fatores
emocionais, refluxo gastroesofágico, fatores endocrinológicos e a
hipersensibilidade não alérgica a fármacos e produtos químicos.
»
Mais informações com seu
Médico(a) «
Tags: Porto Alegre, Clínicas Médicas, Clínica Médica, Clínicas, Médicos, Medicina, Médico, Consultórios, Consultório, Saúde, Porto
Alegre - Tratamento, Tratamentos: Asma.